Pela primeira vez no ambiente corporativo acontece o encontro de 4 gerações atuantes no mercado de trabalho. São as gerações “Baby Boomers” (1946/64), Geração “X” (1965/80), Geração “Y” (1981/90) e a Geração “Z” (após 1990), que devido ao aumento da expectativa de vida e dos fatores sócio econômicos, estão convivendo e se relacionando no mercado de trabalho.

Nesse contexto o maior desafio das empresas é saber gerir pessoas de diferentes faixas etárias e adequá-las ao novo cenário. Enquanto as gerações mais conservadoras (baby boomers e geração “x”) preferem trabalhar em ambientes de trabalho organizados aonde cada tarefa é executada em um local específico, as novas gerações conhecidas como “y “ e z”, executam melhor suas funções em vários locais da empresa e até mesmo fora dela. Com o domínio das novas tecnologias essas gerações também não se privam de trabalhar fora do horário comercial.

Por isso conhecer qual e quais gerações convivem na empresa é um fator que deve ser levado em conta quando se quer um projeto em harmonia com seus colaboradores.

Essas alterações também não devem ser executadas de forma aleatória. É um processo que demanda planejamento e preparação dos colaboradores, quando se trata principalmente das gerações Baby Boomers e “X”, que tiveram sua formação profissional em ambientes bem diferentes dos atuais. São mudanças necessárias que precisam de adaptação e colaboração de todos para se alcançar um bom resultado.

A arquitetura Corporativa deve estar ciente dessas diferenças e saber conectar os pontos entre cada geração, permitindo que todas possam ser produtivas e se sentirem confortáveis em suas posições.

Área de convivência

Áreas de convivência na circulação do escritório, favorecem a socialização. Ref. Casa3 Arquitetura

Para atender às necessidades de seus colaboradores, motivando-os positivamente, as áreas de trabalho não precisam ser sofisticadas, mas precisam ter condições de conforto, serem humanizadas, dar possibilidade de personalização dos espaços individuais e também possuir uma identidade visual que reforce a visão da empresa.

Da mesma forma, os espaços coletivos e pontos de encontro são muito importantes para as redes de relacionamento, tornando o ambiente dinâmico e colaborativo. Também são necessários ambientes de descanso e descompressão, para que as pessoas possam ter onde conseguir privacidade longe do estresse e da pressão, comuns nos ambientes de trabalho.

Conflito de gerações X Arquitetura corporativa

                  Espaços coletivos e pontos de encontro. Ref. Casa3 Arquitetura

Cada vez mais são necessárias áreas flexíveis e mutantes para esse objetivo, a fim de haver espaços menores de reuniões informais para a realização de diferentes fins, sejam eles espaços para pensar, espaços de projetos específicos ou espaços para visualização de estratégias.

Sala de reunião

Áreas para reuniões informais. Ref. Casa3 Arquitetura

A estrutura corporativa hoje deve estar preparada para criar e desfazer ambientes rapidamente, para que possa ser um suporte ao meio inovador e não um entrave.

Trata-se não apenas de uma mudança nos conceitos de atuação nos processos de projetos, mas também de uma reflexão, por parte dos empresários, em relação às suas políticas e filosofias, uma vez que elas são o primeiro passo para o desenvolvimento de uma nova cultura corporativa.

A contribuição de um escritório de arquitetura corporativa, com expertise voltado ao tema, pode ser bastante importante e decisiva na hora das tomadas de decisão. Estudos e levantamentos do mobiliário existente e avaliação do adensamento populacional do escritório, estudo sobre as diferentes gerações e suas atitudes frente ao trabalho e aos colegas, além de seus desejos, necessidades, satisfações e insatisfações irão gerar um mapeamento das forças produtivas envolvidas no contexto e auxiliar na decisão e implementação de novas medidas e metas para a empresa.

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